sexta-feira, 8 de julho de 2011

Em entrevista ao Jornal Nacional, moradora diz que Juan foi morto por policiais

Em reportagem exibida nesta sexta-feira (8) no Jornal Nacional, uma moradora da favela Danon, em Nova Iguaçu (Rio de Janeiro), afirmou ter visto policiais matarem e esconderem "debaixo de um sofá" o garoto Juan Moraes, 11, enterrado nesta quinta-feira (7) no cemitério de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
Segundo a declaração exibida na Rede Globo, o garoto teria saído correndo após a invasão das autoridades ao local. Após ser supostamente atingido por tiros, Juan teria sido colocado atrás de um sofá e, posteriormente, "escondido" em uma viatura. No dia seguinte, como disse a moradora, o sofá teria sido queimado.
No momento da operação, um vendedor de drogas estaria enfrentado os policiais. "Primeiro, eles mataram o bandido. Logo após, o ‘Juanzinho’ saiu correndo. Eles mataram o Juan e correram atrás do irmão do Juan. O que aconteceu? Eles mataram o Juan, esconderam (o corpo) debaixo do sofá e, 30 minutos depois, jogaram dentro da viatura.”
O Jornal Nacional afirmou ainda que dois outros moradores da comunidade gravaram sons que supostamente seriam de tiros disparados pelos policiais que entram na favela naquele dia.

Enterro

O corpo de Juan Moraes, 11, foi enterrado nesta quinta-feira (7) no cemitério de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. O garoto, que estava desaparecido desde o final de junho, sumiu após uma incursão realizada no dia 20 de junho por policiais militares para combate ao tráfico de drogas na favela. Ele foi dado como morto nesta quarta-feira (6).
O sepultamento do menino, cuja morte deflagrou uma crise nos bastidores da segurança pública da capital fluminense, foi antecipado em um dia por medida de segurança, já que existe a suspeita de que a criança tenha sido assassinada por policiais militares durante uma operação policial em junho.

A área no entorno do cemitério foi isolada para evitar a aproximação de indivíduos suspeitos e a entrada de jornalistas. Apenas amigos, alguns parentes e peritos da Polícia Civil participaram do cortejo --cerca de 20 pessoas estavam no local. Segundo informações repassadas para a imprensa, a antecipação da cerimônia fúnebre pegou de surpresa a própria administração do cemitério. Todo o cerimonial foi pago com recursos do governo estadual.

O irmão da vítima, Wesley de Moraes, 14, que também fora baleado durante a operação, não participou do enterro. Ele e o jovem Wanderson dos Santos de Assis, 19, também alvejado no mesmo dia, foram cadastrados no programa de proteção à testemunha, assim como a mãe de Juan.

Precipitação na perícia

Após a primeira perícia realizada na ossada, uma perita do Posto Regional de Polícia Técnica Científica (PRPTC) de Nova Iguaçu concluiu que se tratava de uma menina. Porém, teste de DNA comparando material genético de familiares de Juan com amostra colhida no chinelo que o garoto usava no dia do desaparecimento comprovaram a identidade da vítima.

De acordo com Sérgio Henriques, diretor de Polícia Técnica, quando se trata de uma pessoa adulta é possível distinguir o sexo através da análise da ossada, mas no caso de uma criança ou de um adolescente, tal identificação se torna muito mais difícil. Na visão de Henriques, a perita se precipitou.

A Corregedoria da Polícia Civil vai apurar os documentos assinados pela perita que atestou erroneamente o sexo da vítima. A corregedoria também vai apurar os detalhes da investigação comandada pela 56ª DP (Comendador Soares). O delegado Cláudio Nascimento foi afastado.

PMs afastados das ruas

Uma sindicância foi aberta na PM para apurar se os policiais que participaram da ação na favela estão envolvidos no desaparecimento de Juan. A sindicância ainda não foi concluída. Os policiais não foram punidos, mas estão afastados das ruas e realizam apenas trabalhos internos.

Um teste de luminol encontrou marcas de sangue na viatura da PM utilizada no dia do tiroteio. No entanto, ainda não se sabe se o sangue é do garoto.

Os depoimentos dos 11 policiais militares investigados no caso foram tomados na noite de terça-feira (5) e duraram cerca de 13 horas na Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense. O delegado titular da unidade, Ricardo Souza, não revelou o teor dos depoimentos.

Fonte:http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/07/08/em-entrevista-ao-jornal-nacional-moradora-diz-que-juan-foi-morto-por-policiais.jhtm

Avião cai em aeroporto do Congo; mortos ultrapassam 120, diz Ministério dos Transportes

Veja a localização do Congo
Um avião caiu no aeroporto internacional de Kisangani, no nordeste da República Democrática do Congo (ex-Zaire), nesta sexta-feira (8).
Pelo menos 127 pessoas morreram, segundo informou o Ministério dos Transportes congolês em um comunicado. O número inicial apontava 53 mortos.
Segundo a Reuters, com base em informações do governo congolês, 51 passageiros sobreviveram ao acidente.
Um porta-voz do ministério disse que a companhia aérea Hewa Bora subestimou o número de pessoas a bordo do avião. O executivo-chefe da Hewa Bora, Stavros Papaioannou, afirmou à Reuters mais cedo que havia 110 pessoas a bordo, das quais 53 teriam morrido e 57 sobrevivido.
O avião saiu de Kinshasa, a capital da República Democrática do Congo, e caiu ao tentar aterrissar no aeroporto de Kisangani.
"O acidente aconteceu a cerca de 200 metros do aeroporto Kisangani durante pouso com tempestade", disse Lambert Mende, porta-voz do governo.
"Nossas equipes ainda estão trabalhando e o que esperamos é que terminem a fim de saber um pouco mais sobre a tragédia", acrescentou.
"Até agora, fomos capazes de encontrar apenas 68 cadáveres, entre eles a tripulação. No entanto, continuamos a investigação nos destroços da aeronave", assinalou Olivier Awenzi, agente do aeroporto internacional de Kisangani.
A companhia aérea Hewa Bora, que tem 1.200 funcionários e conta com uma frota de oito aviões, figura na "lista negra" de companhias aéreas proibidas de operar na União Europeia (UE), devido às dúvidas que existem sobre sua segurança.
Os acidentes de avião são frequentes na República Democrática do Congo, e todas as companhias aéreas congolesas -- cerca de 50 identificadas -- estão incluídas na "lista negra" da União Europeia, que proibiu as operações destas em seu espaço aéreo.

O mau estado de manutenção das aeronaves, em grande parte antigas, a sobrecarga, a ausência de fiscalização, o desrespeito às regras de segurança e também as más condições meteorológicas são frequentemente as causas desses acidentes.
* Com informações da Reuters